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(Sem) Manual de Instruções

Porque a vida não tem manual de instruções. Um pouco de tudo o que é importante, tratado com uma pitada de sátira e sarcasmo!

(Sem) Manual de Instruções

Porque a vida não tem manual de instruções. Um pouco de tudo o que é importante, tratado com uma pitada de sátira e sarcasmo!

A Tailândia é o paraíso na terra...

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 Ora bem, esta foi a minha segunda ida à Tailândia. Da primeira vez prometi que escreveria um Report e nunca o fiz, entretanto 3 anos se passaram.

Portanto, desta vez é que é! Se gosto tanto de ler reports na net quando tenciono planear uma viagem, agora chegou a vez de contribuir.

 

Ora, viajámos neste mês de Fevereiro/2016 e ficámos por 8 noites. Como já lá tínhamos estado há 3 anos por mais tempo, desta vez cortámos a parte de Banguecoque e fomos apenas para as praias.

Porquê? Porque Banguecoque é giro para visitar os templos e para compras (o que fizemos há 3 anos) mas, para nós, uma vez lá é suficiente. Muita gente, muita poluição, muito trânsito, muitas lojas. E nós queríamos mesmo era regressar ao nosso paraíso, às praias de água quentinha, areias brancas e alguns sítios quase desertos.

Desta vez decidimos ficar em 3 sítios diferentes,: 3 noites em Railay Beach, 3 noites em Koh Lanta e 2 noites em Ao Nang (Krabi).

Viajámos de Lisboa -> Dubai -> Banguecoque pela Emirates  

E depois fizemos o voo interno (45 min) Baguecoque -> Krabi pela Thai Airways.

 

O serviço da Emirates é tão bom como dizem. A comida é apetitosa, o serviço cuidado e o homem concretizou o sonho de voar num A380 (aquele avião de dois andares). Mas… e há sempre um mas, a Emirates alterou a hora de um dos voos 2 dias antes da viagem e não nos informou, nem um email recebemos. Ao fazermos o check-in online por acaso reparámos. Essa alteração deixou-nos com um tempo de escala para o voo seguinte bem apertado, embora fazível.

Os aviões todos catitas da Emirates têm em cada lugar uma PSP com montes de jogos e um tablet com milhares de músicas, filmes acabadinhos de estrear e temporadas inteiras das melhores séries.

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Saímos de Lisboa às 13:30 de dia 4 chegámos a Krabi às 15:00 (hora local) de dia 5. O fuso horário são 7 horas a mais lá.

Chegados ao aeroporto de Krabi ainda são mais 40 minutos de transfer do aeroporto para o cais de Ao Nang e mais 15 min de barco até Railay. Portanto, chegámos ao nosso primeiro paraíso por volta das 16:30, ainda a tempo de aproveitar o fim da tarde na praia à frente do hotel:

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A escolha de alojamento em Railay começa com a simples escolha: Railay West ou Railay East? Railay West tem a melhor praia e um pôr-do-sol maravilhoso. É a zona mais bonita. Railay East é uma zona mais de “backpackers” com bares e restaurantes de aspecto mais hippie. Não dá praticamente para fazer praia e não tem a mesma beleza.

Como para nós a praia era o essencial optámos por escolher um hotel em Railay West.

 

Mas, para dizer a verdade, não só há opções de hotéis com óptimo aspecto e óptimos preços em Railay East, como a distância entre as zonas não são mais de 10 minutos a pé pela única rua que liga as duas margens, a Walking Street. Portanto o meu conselho aqui é: dar mais importância ao hotel em si que escolherem e não tanto à zona de Railay, porque a verdade é que todos os dias percorremos aquilo tudo a pé. Acordar em West, ir almoçar a East, fazer praia na Phranang Beach, ir beber um copo ao fim da tarde a East e acabar por jantar algures no meio da Walking Street.

O hotel escolhido em Railay foi o Sand Sea Resort.

O melhor mesmo deste hotel é a sua localização. Literalmente em cima da praia de Railay West e mesmo ao lado da Walking Street. Tomar o pequeno-almoço em cima da praia é fenomenal.

O hotel é lindo. Pequenos bungalows rodeados de vegetação.
O pequeno-almoço tem uma variedade aceitável e comida saborosa.
O wi-fi funciona bem, mesmo num quarto longe da recepção.
Inclui todas as coisinhas habituais de gel de banho, etc., até toalhas de praia e chinelos tipo havaianas.
De aspectos negativos destaco o barulho durante a noite. O vento e os animais a correr no telhado… enfim, as noites não são sossegadas. O que vale é que nenhum de nós tem graves problemas de insónias.
Outro downside é que não achei o nosso quarto devidamente limpo, especialmente o wc. O chuveiro no nosso bungalow era impossível de regular a temperatura da água: ora estava fria, ora queimava.
A limpeza da piscina principal também era duvidosa. A piscina traseira tinha a água com muito melhor aspecto.
O staff é educado e atencioso, não chegando ser extremamente simpático...

 

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O que fazer em Railay:

Praia. A melhor é a Phranang beach, no entanto, é ponto de paragem para todos os barcos de turistas, pelo que fica cheia de gente em algumas alturas do dia. O “truque” é ir para a zona da praia mais afastada da Phranang Cave (essa zona está sempre mais vazia e idílica) e ir ou muito de manhã ou muito ao final da tarde, para fugir ao trânsito.

 

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Canoagem. Com muita pena minha não chegámos a ir, mas permite andar ali a descobrir os rochedos e grutas em redor, o que também dá para fazer a pé quando a maré está baixa… Aproveitámos uma dessas baixas para ir percorrer a pé a orla dos rochedos e descobrir grutas, fósseis, búzios.

Trekking. Até para não-desportistas como nós há trilhos pelo meio do mato espectaculares e fáceis de seguir. Descobrimos um na ponta mais afastada da West Beach que sobe por umas rochas, depois vai seguindo por dentro do mato, até dar acesso à praia ao lado.

Escalada. Para quem gosta, há imensas opções, com guia, sem guia, meio-dia, dia inteiro, etc.

Subir até ao View Point ou até à Lagoa. Problema, nenhuma das subidas é fácil…

Massagem tailandesa. Optem pelas da praia, são muito mais baratas (não que nas lojas sejam caras) mas estas são dadas mesmo na praia com o barulho do mar, por senhoras que vão passando à procura de clientes e fazem mesmo na nossa toalha, ou em zonas especificas de cada praia...

Relaxar e beber uns cocktails ou umas cervejas (a nossa preferida é a Singha) num dos muitos bares de madeira, com almofadas espalhadas pelo chão, ao som de música reggae e curtir as paisagens e ambientes.

No que toca a refeições, é fazê-las num dos 20 ou 30 restaurantes que se espalham pela Walking Street e por Railay East. Railay West só tem os restaurantes dos hotéis, que são iguais aos outros em termos de qualidade da comida mas inflacionados no preço, embora também tenham um aspecto um pouco mais cuidado.

 

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Railay não é um sítio para compras (porque é mais caro do que os outros sítios na Tailândia e só tem 2 ou 3 lojas), não é um sítio com grande vida nocturna (tem apenas alguns bares).

É um sítio para relaxar, passear, andar sempre de chinelo no pé, sem stress e sem preocupações. É um sítio pequeno, sem estradas, motas ou carros. Dá para conhecer todos os recantos a pé. Ora nos cruzamos com outros camones, ora com tailandeses, ora com macacos. Sim, andam macacos aos bandos por lá. Grandes, velhos e bebés. Chegam-se às pessoas sem medos.

 

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A nossa estadia em Railay foi marcada por uma terrível intoxicação alimentar que eu apanhei na véspera de irmos embora. Atenção, não há farmácias em Railay, há apenas um posto médico aberto durante o dia, não cheguei a perceber se atende emergências durante a noite, como foi o caso. A intoxicação alimentar que apanhei pode ter sido de um ovo que comi ao pequeno-almoço e que estava meio cru. Os standards de controlo e higiene deles não são bem os nossos, por isso atenção. É aconselhável levar algumas coisitas de medicamentos. Mas a verdade é que tanto desta vez como da outra já tinha comido à vontade, mesmo nos sítios mais duvidosos e nos carrinhos de rua, sem problemas. Obviamente, água só engarrafada.

 

Ora depois de 3 dias maravilhosos em Railay (à excepção da última noite, maldita intoxicação) apanhámos o barco para Koh Lanta. O barco parte mesmo da nossa praia em Railay West e a viagem demora cerca de 2 horas, num barco grande e cheio, apesar de haver lugares sentados com fartura no interior. Finalmente chegados a Koh Lanta ficámos impressionados pela confusão no pier. Imensa gente a chegar e a partir, imensas carrinhas à espera dos respectivos hóspedes para fazer o transfer para os hotéis.

 

Koh Lanta não tem rigorosamente nada a ver com Railay. Tem digamos que “uma vibe” diferente. Para já é enorme, apesar de ser uma ilha. Para a conhecer bem é preciso perder um dia para dar a volta pela única estrada, à descoberta. Em qualquer lugar se alugam scooters para isso.

Como estava debilitada pela intoxicação e pela falta de comida decidimos ficar só pelas imediações da praia onde estávamos hospedados. Ficámos na Khlong Nin Beach, uma das muitas praias em Koh Lanta.

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O hotel escolhido foi o Lanta Il Mare Beach Resort.

Os quartos são espaçosos e limpos e aqui já se consegue ter uma boa noite de sono.
Aqui o chuveiro também funcionava na perfeição! yuuupiiii!
Uma vez que é o último hotel dessa praia (ou o primeiro, dependendo do ponto de vista – encostado numa das pontas), o areal à frente torna-se quase privado. No entanto, essa parte da praia também tem muitas rochas e não é ideal para nadar.
Aspectos negativos: O pequeno-almoço não é buffet. Temos de escolher entre “continental”, “americano”, “thai” ou “saudável” e eles trazem 3 ou 4 coisas de acordo. A comida não é grande coisa…
A localização para nós também não é das melhores. Não há quase nada ao pé do hotel, apesar de não ser longe para ir a pé até à zona de restaurantes, bares e lojas. É mais fácil e agradável fazer essa caminhada pela praia e não pela estrada. A recepção fecha durante a noite e em algumas alturas é difícil encontrar staff. Não chegámos a usar a piscina, mas não me pareceu má, apesar de pequena.
No geral, o espaço é bonito e com acesso directo à praia. Não é um mau sitio para ficar mas há hotéis melhores e mais centrais nessa mesma praia.
A zona de movimento da Khlong Nin Beach é super agradável. Há tudo, operadores turísticos, hostels, farmácias, mini-mercados, bares, lojas de bugigangas… e quase todos os restaurante e bares do lado da praia têm esplanada na areia. Alguns até têm umas mesinhas com esteiras para ficar deitado na areia ao fim da tarde. Impéc!

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Aproveitámos a estadia em Koh Lanta para marcar um tour a Koh Rok.

Tivemos muita dificuldade em conseguir vaga, pois apanhámos o Ano Novo Chinês e estava quase tudo esgotado. Mas graças à imensa simpatia de um senhor tailandês que viu a nossa tristeza e lá nos guardou 2 vagas de uns cancelamentos de última hora, conseguimos marcar!

O Tour vale tanto a pena!!! Nós já conhecíamos o modelo de tours tailandeses: vais de barquinho logo pela manhã, passas o dia todo a visitar ilhas e sítios giros, paras algumas vezes para fazer snorkling, paras também numa das ilhotas para almoçar estilo pic-nic, e regressas a meio da tarde. No preço do Tour está incluído irem-nos buscar ao hotel, o equipamento de snorkling, o almoço que eles próprios levam e servem, águas e fruta o dia todo servidas no barco.

Este tour em particular levou-nos a uma das melhores zonas para fazer snorkling, ao largo da ilha de Koh Rok. Em 40 minutos que andámos para ali a nadar vimos dezenas de peixes de espécies diferentes, super coloridos, o paixe-palhaço do nemo e até cardumes inteiros a passar junto a nós! Belo belo belo!

De seguida, a paragem para o almoço foi mesmo ilha de Koh Rok. Uma ilhota pequena - dá para dar a volta a pé em cerca de 30 minutos - e habitada apenas por vegetação e animais selvagens.

Quando se chega à praia vale a pena começar a andar para a direita (de frente para a água). Dali a 100 metros vamos dar ao P.A.R.A.Í.S.O.! É um daqueles sítios (e nós já conhecemos muitas ilhas na Tailândia) que simplesmente não existem. Absolutamente de cortar a respiração. Areia branca, água turquesa quente e baixinha, selva atrás de nós. O azul mais azul que já vi. O verde mais verde que já vi. Nem as fotos lhe fazem justiça, mas aqui ficam…

 

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Portanto, este tour foi realmente o maior destaque dos nossos dias em Lanta.

De restaurantes em Lanta destaco o Otto bar pelo ambiente. No Otto só comi um hambúrguer (para desenjoar da comida Thai). Era bom, mas demoraram cerca de uma hora a servir! O Otto é mesmo mais para bar, música, cocktails na areia, assistir a shows de fogo...

 

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Pela comida e pelo espaço destaco o Kansa Beach Front Restaurant. É um dos espaços mais boa onda, com o pessoal mais simpático e comida thai maravilhosa. Gostámos tanto que fomos lá comer duas vezes.

 

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O outro destaque de Lanta é que pudemos lançar uma das famosas lanternas tailandesas de boa sorte, à noite na praia. Momento mágico (para nós, para o tailandês que as vende é um granda negócio).

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Partimos de Lanta com pena de não ter conhecido mais da ilha. Fica para uma próxima talvez…

Apanhámos então o mesmo barco grande para a nossa última paragem: AoNang.

AoNang foi o único destino “repetido” nesta viagem. Já lá tihamos estado há 3 anos.

 É uma zona mais “citadina”, em comparação com as duas anteriores. Não deixa de ser um sítio de praia e paradisíaco, mas com mais lojas, muitos restaurantes, muita vida diurna e nocturna. É o melhor sítio destes três para fazer compras. É suposto regatear sempre os preços nas lojas e por vezes consegue-se trazer por metade do valor inicial. Eles já contam com isso, o preço inicial está sempre superior, exactamente para dar lugar a esse ritual de regatear. É também nessas alturas em que temos algumas conversas engraçadas com os tailandeses. Os que são mais acessíveis tornam esse ritual de regatear em verdadeiros jogos. Eles dizem que não podem mesmo baixar mais… nós fingimos que vamos embora, eles chamam-nos de volta e baixam mais um bocadinho… e por aí em diante.

 

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Há 3 anos tínhamos apanhado uma promoção fantástica para o Holiday Inn Resort Krabi pois estavam em obras de expansão na altura. As obras não nos incomodaram nem um bocadinho, mal se viam/ouviam e o hotel é fantástico!!

(se tiverem interesse em ver a avaliação que fiz há 3 anos no Trip Advisor sobre este hotel consultem aqui: https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g1507054-d3509210-r166176229-Holiday_Inn_Resort_Krabi_Ao_Nang_Beach-Ao_Nang_Krabi_Town_Krabi_Province.html#CHECK_RATES_CONT)

 

Desta vez, como a extensão está terminada e os preços do Holiday Inn já subiram bem acima do que procurávamos ficámos antes no Sri Suk San resort (que é mesmo ao lado).

 

Nada arrependidos. Ficámos na zona nova do hotel. Os quartos são óptimos, espaçosos, com varanda sobre a piscina, AC, óptimo duche, cama extra, toalhas de praia, limpeza perfeita, em frete à praia, Wi-fi sempre a funcionar, staff super simpático, enfim…o melhor dos 3 em que estivemos desta vez.
A piscina é enorme, com cocktails a preços acessíveis. Pequeno-almoço variado e bom. Há tudo ali à volta e tuk tuks a passar constantemente.
Se tivesse de encontrar algo a apontar, apenas de referir que é um hotel muito maior, com mais hóspedes, mais movimentado. Mas isso são quase todos em AoNang, é uma zona com mais turistas.

 

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 Notámos uma diferença enorme neste espaço de 3 anos desde que tínhamos estado em AoNang. Cresceu imenso. Há mais bares, mais restaurantes, mais resorts, mini-mercados, hostels, cafés, pastelarias, enfim… até algumas marcas internacionais (o que há 5 anos nem se via ali, à excepção de um mcdonalds e um starbucks).

É o melhor sítio para encontrar coisas para trazer, como especiarias, frutas exóticas, roupas, souvenires. Basicamente tudo.

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É também em AoNang que é possível marcar um sem número de excursões. Excursões aos elefantes (não fizemos de nenhuma das vezes porque li que os animais são maltratados), excursões a parques, a templos, mergulho, etc. As mais populares são as excursões às ilhas, de barco. Seja às mais conhecidas Phi Phi e Maya Bay, quer às restantes ilhotas ali em redor (4 islands tour por exemplo). Já tínhamos feito essas duas excursões (Phiphi e 4 islands) há 3 anos e valem bem a pena!! Pessoalmente gostei mais da 4 Islands porque as ilhas são menos turísticas e mais pequenas que as PhiPhi. Para não repetir, desta vez decidimos fazer a Sunset Tour. Enquanto as outras que tínhamos feito antes são tours de passeio e acessíveis a toda a gente, de idosos a crianças, esta é um pouco mais puxada e portanto só aconselhável a adultos.

Em vez de partir de manhã e incluir o almoço, esta parte ao principio da tarde e dura até depois do jantar. Então lá saímos e percorremos algumas ilhas de barco com paragens para snorkling. De seguida, fomos até a um penhasco fazer cliff diving, onde os mais aventureiros puderam trepar a rocha até onde conseguissem e saltar para a água. Atenção, esqueçam lá equipamentos de segurança! Não há cordas, arnês, nadinha… colete salva-vidas para quem quiser vestir e chega :-) era trepar por ali a cima apenas de bikini ou fato-de-banho, pés descalços na rocha molhada e seja-o-que-deus-quiser! Quem não pretendia saltar podia ficar no barco ou dentro de água a assistir ou podia nadar até uma mini mini praia privada com o equipamento de snorkling e ver peixinhos.

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A paragem seguinte é na Phranang Beach (de volta a railay, de passagem) para ver o pôr-do-sol brutal que ali acontece.

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De seguida o jantar foi servido a bordo, estilo pic-nic no barco, comida muito boa e caseira, mais uma vez. A última aventura desta tour é um mergulho à noite (cerrada!) no meio do mar para ver o plâncton a brilhar.

Aqui eles já têm mais algum cuidado, suspeito porque já perderam alguém e foi o cabo dos trabalhos. Obrigam toda a gente que vai entrar na água usar o colete e agarrar-se uma corda em filinha indiana. Quando todos os corajosos estão na água com os óculos apagam as luzes do barco, para ficar escuro como breu. Agitamos as mãos e as pernas na água negra e tudo brilha! Milhões de partículas a brilhar intensamente ao nosso redor. É lindo e uma experiência única e inesquecível. 

 

Em jeito de conclusão… é um destino TOP. De tal forma absorvente, quer de beleza, que de ambiente descontraído e zen que não resistimos a voltar esta segunda vez e espero bem que nesta vida ainda venha a existir uma terceira.

E digo mais, uma estadia inferior a 2 semanas é pouco! É longe demais e bom demais para ir apenas 8 noites como nós fizemos desta vez. Os 14 dias que aproveitámos há 3 anos é muito preferível!

Vale tanto tanto a pena. Não é um sítio para estar fechado num resort tudo-incluído, nada disso! É um sítio onde absorvemos a cultura, o modo de vida, as pessoas, os cheiros, a comida, a água do mar a 30 graus, o calor, as chuvadas torrenciais que duram apenas 5 minutos, as fruta com um sabor muito mais doce do que cá… resumindo, o verdadeiro paraíso na terra.

 

Perdoem-me a extensão do report, mas até fica aquém do que é a estar de facto neste lugar.

Apêndice de informações práticas para quem estiver a pensar ir para lá. Marcámos tudo sozinhos, online, sem agência de viagens envolvida.

Custos gerais para duas pessoas:

 

Voos: € 1600,00 (total dos 3 voos para duas pessoas)

Transfers  aeroporto +  barcos: cerca de € 50 no total (com táxi privado p/AoNang)

Hotéis - € 700,00 (total pago pelos 3 hotéis, todos com pequeno-almoço. Ficando todas as noites no mesmo hotel sai mais barato do que isto)

Tours – Já não me recordo ao certo, mas não sai a mais de € 30,00 cada tour, com almoço incluído.

 

Língua: eles só falam inglês e muito básico… às vezes só por gestos.

Moeda: bath. 400 Bath = 10 euros sensivelmente. Os multibancos funcionam para levantamentos com cartões portugueses e há casas de câmbio por todo o lado.

Custos de alimentação: baratíssimo, mesmo em restaurantes refeições médias a 5 euros. Nas bancas de rua ainda menos.

Segurança: não sentimos qualquer insegurança em parte nenhuma.

Cuidados a ter: Água só engarrafada. Gelo nas bebidas só de máquina, para ser feito com água engarrafada. Comida de rua é segura no geral, mas não escolher bancas muito sujas ou aquelas em que a comida claramente está ao sol há muito tempo. Dar preferência ao que é cozinhado no momento. As farmácias existem, têm tudo e são fáceis de usar, mas não custa levar na mala o kit básico de Imodium, Buscopan, Ultra-levur, Brufen, etc…

Quando ir: Ontem!!!