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(Sem) Manual de Instruções

Porque a vida não tem manual de instruções. Um pouco de tudo o que é importante, tratado com uma pitada de sátira e sarcasmo!

(Sem) Manual de Instruções

Porque a vida não tem manual de instruções. Um pouco de tudo o que é importante, tratado com uma pitada de sátira e sarcasmo!

A Tailândia é o paraíso na terra...

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 Ora bem, esta foi a minha segunda ida à Tailândia. Da primeira vez prometi que escreveria um Report e nunca o fiz, entretanto 3 anos se passaram.

Portanto, desta vez é que é! Se gosto tanto de ler reports na net quando tenciono planear uma viagem, agora chegou a vez de contribuir.

 

Ora, viajámos neste mês de Fevereiro/2016 e ficámos por 8 noites. Como já lá tínhamos estado há 3 anos por mais tempo, desta vez cortámos a parte de Banguecoque e fomos apenas para as praias.

Porquê? Porque Banguecoque é giro para visitar os templos e para compras (o que fizemos há 3 anos) mas, para nós, uma vez lá é suficiente. Muita gente, muita poluição, muito trânsito, muitas lojas. E nós queríamos mesmo era regressar ao nosso paraíso, às praias de água quentinha, areias brancas e alguns sítios quase desertos.

Desta vez decidimos ficar em 3 sítios diferentes,: 3 noites em Railay Beach, 3 noites em Koh Lanta e 2 noites em Ao Nang (Krabi).

Viajámos de Lisboa -> Dubai -> Banguecoque pela Emirates  

E depois fizemos o voo interno (45 min) Baguecoque -> Krabi pela Thai Airways.

 

O serviço da Emirates é tão bom como dizem. A comida é apetitosa, o serviço cuidado e o homem concretizou o sonho de voar num A380 (aquele avião de dois andares). Mas… e há sempre um mas, a Emirates alterou a hora de um dos voos 2 dias antes da viagem e não nos informou, nem um email recebemos. Ao fazermos o check-in online por acaso reparámos. Essa alteração deixou-nos com um tempo de escala para o voo seguinte bem apertado, embora fazível.

Os aviões todos catitas da Emirates têm em cada lugar uma PSP com montes de jogos e um tablet com milhares de músicas, filmes acabadinhos de estrear e temporadas inteiras das melhores séries.

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Saímos de Lisboa às 13:30 de dia 4 chegámos a Krabi às 15:00 (hora local) de dia 5. O fuso horário são 7 horas a mais lá.

Chegados ao aeroporto de Krabi ainda são mais 40 minutos de transfer do aeroporto para o cais de Ao Nang e mais 15 min de barco até Railay. Portanto, chegámos ao nosso primeiro paraíso por volta das 16:30, ainda a tempo de aproveitar o fim da tarde na praia à frente do hotel:

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A escolha de alojamento em Railay começa com a simples escolha: Railay West ou Railay East? Railay West tem a melhor praia e um pôr-do-sol maravilhoso. É a zona mais bonita. Railay East é uma zona mais de “backpackers” com bares e restaurantes de aspecto mais hippie. Não dá praticamente para fazer praia e não tem a mesma beleza.

Como para nós a praia era o essencial optámos por escolher um hotel em Railay West.

 

Mas, para dizer a verdade, não só há opções de hotéis com óptimo aspecto e óptimos preços em Railay East, como a distância entre as zonas não são mais de 10 minutos a pé pela única rua que liga as duas margens, a Walking Street. Portanto o meu conselho aqui é: dar mais importância ao hotel em si que escolherem e não tanto à zona de Railay, porque a verdade é que todos os dias percorremos aquilo tudo a pé. Acordar em West, ir almoçar a East, fazer praia na Phranang Beach, ir beber um copo ao fim da tarde a East e acabar por jantar algures no meio da Walking Street.

O hotel escolhido em Railay foi o Sand Sea Resort.

O melhor mesmo deste hotel é a sua localização. Literalmente em cima da praia de Railay West e mesmo ao lado da Walking Street. Tomar o pequeno-almoço em cima da praia é fenomenal.

O hotel é lindo. Pequenos bungalows rodeados de vegetação.
O pequeno-almoço tem uma variedade aceitável e comida saborosa.
O wi-fi funciona bem, mesmo num quarto longe da recepção.
Inclui todas as coisinhas habituais de gel de banho, etc., até toalhas de praia e chinelos tipo havaianas.
De aspectos negativos destaco o barulho durante a noite. O vento e os animais a correr no telhado… enfim, as noites não são sossegadas. O que vale é que nenhum de nós tem graves problemas de insónias.
Outro downside é que não achei o nosso quarto devidamente limpo, especialmente o wc. O chuveiro no nosso bungalow era impossível de regular a temperatura da água: ora estava fria, ora queimava.
A limpeza da piscina principal também era duvidosa. A piscina traseira tinha a água com muito melhor aspecto.
O staff é educado e atencioso, não chegando ser extremamente simpático...

 

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O que fazer em Railay:

Praia. A melhor é a Phranang beach, no entanto, é ponto de paragem para todos os barcos de turistas, pelo que fica cheia de gente em algumas alturas do dia. O “truque” é ir para a zona da praia mais afastada da Phranang Cave (essa zona está sempre mais vazia e idílica) e ir ou muito de manhã ou muito ao final da tarde, para fugir ao trânsito.

 

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Canoagem. Com muita pena minha não chegámos a ir, mas permite andar ali a descobrir os rochedos e grutas em redor, o que também dá para fazer a pé quando a maré está baixa… Aproveitámos uma dessas baixas para ir percorrer a pé a orla dos rochedos e descobrir grutas, fósseis, búzios.

Trekking. Até para não-desportistas como nós há trilhos pelo meio do mato espectaculares e fáceis de seguir. Descobrimos um na ponta mais afastada da West Beach que sobe por umas rochas, depois vai seguindo por dentro do mato, até dar acesso à praia ao lado.

Escalada. Para quem gosta, há imensas opções, com guia, sem guia, meio-dia, dia inteiro, etc.

Subir até ao View Point ou até à Lagoa. Problema, nenhuma das subidas é fácil…

Massagem tailandesa. Optem pelas da praia, são muito mais baratas (não que nas lojas sejam caras) mas estas são dadas mesmo na praia com o barulho do mar, por senhoras que vão passando à procura de clientes e fazem mesmo na nossa toalha, ou em zonas especificas de cada praia...

Relaxar e beber uns cocktails ou umas cervejas (a nossa preferida é a Singha) num dos muitos bares de madeira, com almofadas espalhadas pelo chão, ao som de música reggae e curtir as paisagens e ambientes.

No que toca a refeições, é fazê-las num dos 20 ou 30 restaurantes que se espalham pela Walking Street e por Railay East. Railay West só tem os restaurantes dos hotéis, que são iguais aos outros em termos de qualidade da comida mas inflacionados no preço, embora também tenham um aspecto um pouco mais cuidado.

 

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Railay não é um sítio para compras (porque é mais caro do que os outros sítios na Tailândia e só tem 2 ou 3 lojas), não é um sítio com grande vida nocturna (tem apenas alguns bares).

É um sítio para relaxar, passear, andar sempre de chinelo no pé, sem stress e sem preocupações. É um sítio pequeno, sem estradas, motas ou carros. Dá para conhecer todos os recantos a pé. Ora nos cruzamos com outros camones, ora com tailandeses, ora com macacos. Sim, andam macacos aos bandos por lá. Grandes, velhos e bebés. Chegam-se às pessoas sem medos.

 

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A nossa estadia em Railay foi marcada por uma terrível intoxicação alimentar que eu apanhei na véspera de irmos embora. Atenção, não há farmácias em Railay, há apenas um posto médico aberto durante o dia, não cheguei a perceber se atende emergências durante a noite, como foi o caso. A intoxicação alimentar que apanhei pode ter sido de um ovo que comi ao pequeno-almoço e que estava meio cru. Os standards de controlo e higiene deles não são bem os nossos, por isso atenção. É aconselhável levar algumas coisitas de medicamentos. Mas a verdade é que tanto desta vez como da outra já tinha comido à vontade, mesmo nos sítios mais duvidosos e nos carrinhos de rua, sem problemas. Obviamente, água só engarrafada.

 

Ora depois de 3 dias maravilhosos em Railay (à excepção da última noite, maldita intoxicação) apanhámos o barco para Koh Lanta. O barco parte mesmo da nossa praia em Railay West e a viagem demora cerca de 2 horas, num barco grande e cheio, apesar de haver lugares sentados com fartura no interior. Finalmente chegados a Koh Lanta ficámos impressionados pela confusão no pier. Imensa gente a chegar e a partir, imensas carrinhas à espera dos respectivos hóspedes para fazer o transfer para os hotéis.

 

Koh Lanta não tem rigorosamente nada a ver com Railay. Tem digamos que “uma vibe” diferente. Para já é enorme, apesar de ser uma ilha. Para a conhecer bem é preciso perder um dia para dar a volta pela única estrada, à descoberta. Em qualquer lugar se alugam scooters para isso.

Como estava debilitada pela intoxicação e pela falta de comida decidimos ficar só pelas imediações da praia onde estávamos hospedados. Ficámos na Khlong Nin Beach, uma das muitas praias em Koh Lanta.

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O hotel escolhido foi o Lanta Il Mare Beach Resort.

Os quartos são espaçosos e limpos e aqui já se consegue ter uma boa noite de sono.
Aqui o chuveiro também funcionava na perfeição! yuuupiiii!
Uma vez que é o último hotel dessa praia (ou o primeiro, dependendo do ponto de vista – encostado numa das pontas), o areal à frente torna-se quase privado. No entanto, essa parte da praia também tem muitas rochas e não é ideal para nadar.
Aspectos negativos: O pequeno-almoço não é buffet. Temos de escolher entre “continental”, “americano”, “thai” ou “saudável” e eles trazem 3 ou 4 coisas de acordo. A comida não é grande coisa…
A localização para nós também não é das melhores. Não há quase nada ao pé do hotel, apesar de não ser longe para ir a pé até à zona de restaurantes, bares e lojas. É mais fácil e agradável fazer essa caminhada pela praia e não pela estrada. A recepção fecha durante a noite e em algumas alturas é difícil encontrar staff. Não chegámos a usar a piscina, mas não me pareceu má, apesar de pequena.
No geral, o espaço é bonito e com acesso directo à praia. Não é um mau sitio para ficar mas há hotéis melhores e mais centrais nessa mesma praia.
A zona de movimento da Khlong Nin Beach é super agradável. Há tudo, operadores turísticos, hostels, farmácias, mini-mercados, bares, lojas de bugigangas… e quase todos os restaurante e bares do lado da praia têm esplanada na areia. Alguns até têm umas mesinhas com esteiras para ficar deitado na areia ao fim da tarde. Impéc!

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Aproveitámos a estadia em Koh Lanta para marcar um tour a Koh Rok.

Tivemos muita dificuldade em conseguir vaga, pois apanhámos o Ano Novo Chinês e estava quase tudo esgotado. Mas graças à imensa simpatia de um senhor tailandês que viu a nossa tristeza e lá nos guardou 2 vagas de uns cancelamentos de última hora, conseguimos marcar!

O Tour vale tanto a pena!!! Nós já conhecíamos o modelo de tours tailandeses: vais de barquinho logo pela manhã, passas o dia todo a visitar ilhas e sítios giros, paras algumas vezes para fazer snorkling, paras também numa das ilhotas para almoçar estilo pic-nic, e regressas a meio da tarde. No preço do Tour está incluído irem-nos buscar ao hotel, o equipamento de snorkling, o almoço que eles próprios levam e servem, águas e fruta o dia todo servidas no barco.

Este tour em particular levou-nos a uma das melhores zonas para fazer snorkling, ao largo da ilha de Koh Rok. Em 40 minutos que andámos para ali a nadar vimos dezenas de peixes de espécies diferentes, super coloridos, o paixe-palhaço do nemo e até cardumes inteiros a passar junto a nós! Belo belo belo!

De seguida, a paragem para o almoço foi mesmo ilha de Koh Rok. Uma ilhota pequena - dá para dar a volta a pé em cerca de 30 minutos - e habitada apenas por vegetação e animais selvagens.

Quando se chega à praia vale a pena começar a andar para a direita (de frente para a água). Dali a 100 metros vamos dar ao P.A.R.A.Í.S.O.! É um daqueles sítios (e nós já conhecemos muitas ilhas na Tailândia) que simplesmente não existem. Absolutamente de cortar a respiração. Areia branca, água turquesa quente e baixinha, selva atrás de nós. O azul mais azul que já vi. O verde mais verde que já vi. Nem as fotos lhe fazem justiça, mas aqui ficam…

 

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Portanto, este tour foi realmente o maior destaque dos nossos dias em Lanta.

De restaurantes em Lanta destaco o Otto bar pelo ambiente. No Otto só comi um hambúrguer (para desenjoar da comida Thai). Era bom, mas demoraram cerca de uma hora a servir! O Otto é mesmo mais para bar, música, cocktails na areia, assistir a shows de fogo...

 

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Pela comida e pelo espaço destaco o Kansa Beach Front Restaurant. É um dos espaços mais boa onda, com o pessoal mais simpático e comida thai maravilhosa. Gostámos tanto que fomos lá comer duas vezes.

 

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O outro destaque de Lanta é que pudemos lançar uma das famosas lanternas tailandesas de boa sorte, à noite na praia. Momento mágico (para nós, para o tailandês que as vende é um granda negócio).

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Partimos de Lanta com pena de não ter conhecido mais da ilha. Fica para uma próxima talvez…

Apanhámos então o mesmo barco grande para a nossa última paragem: AoNang.

AoNang foi o único destino “repetido” nesta viagem. Já lá tihamos estado há 3 anos.

 É uma zona mais “citadina”, em comparação com as duas anteriores. Não deixa de ser um sítio de praia e paradisíaco, mas com mais lojas, muitos restaurantes, muita vida diurna e nocturna. É o melhor sítio destes três para fazer compras. É suposto regatear sempre os preços nas lojas e por vezes consegue-se trazer por metade do valor inicial. Eles já contam com isso, o preço inicial está sempre superior, exactamente para dar lugar a esse ritual de regatear. É também nessas alturas em que temos algumas conversas engraçadas com os tailandeses. Os que são mais acessíveis tornam esse ritual de regatear em verdadeiros jogos. Eles dizem que não podem mesmo baixar mais… nós fingimos que vamos embora, eles chamam-nos de volta e baixam mais um bocadinho… e por aí em diante.

 

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Há 3 anos tínhamos apanhado uma promoção fantástica para o Holiday Inn Resort Krabi pois estavam em obras de expansão na altura. As obras não nos incomodaram nem um bocadinho, mal se viam/ouviam e o hotel é fantástico!!

(se tiverem interesse em ver a avaliação que fiz há 3 anos no Trip Advisor sobre este hotel consultem aqui: https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g1507054-d3509210-r166176229-Holiday_Inn_Resort_Krabi_Ao_Nang_Beach-Ao_Nang_Krabi_Town_Krabi_Province.html#CHECK_RATES_CONT)

 

Desta vez, como a extensão está terminada e os preços do Holiday Inn já subiram bem acima do que procurávamos ficámos antes no Sri Suk San resort (que é mesmo ao lado).

 

Nada arrependidos. Ficámos na zona nova do hotel. Os quartos são óptimos, espaçosos, com varanda sobre a piscina, AC, óptimo duche, cama extra, toalhas de praia, limpeza perfeita, em frete à praia, Wi-fi sempre a funcionar, staff super simpático, enfim…o melhor dos 3 em que estivemos desta vez.
A piscina é enorme, com cocktails a preços acessíveis. Pequeno-almoço variado e bom. Há tudo ali à volta e tuk tuks a passar constantemente.
Se tivesse de encontrar algo a apontar, apenas de referir que é um hotel muito maior, com mais hóspedes, mais movimentado. Mas isso são quase todos em AoNang, é uma zona com mais turistas.

 

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 Notámos uma diferença enorme neste espaço de 3 anos desde que tínhamos estado em AoNang. Cresceu imenso. Há mais bares, mais restaurantes, mais resorts, mini-mercados, hostels, cafés, pastelarias, enfim… até algumas marcas internacionais (o que há 5 anos nem se via ali, à excepção de um mcdonalds e um starbucks).

É o melhor sítio para encontrar coisas para trazer, como especiarias, frutas exóticas, roupas, souvenires. Basicamente tudo.

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É também em AoNang que é possível marcar um sem número de excursões. Excursões aos elefantes (não fizemos de nenhuma das vezes porque li que os animais são maltratados), excursões a parques, a templos, mergulho, etc. As mais populares são as excursões às ilhas, de barco. Seja às mais conhecidas Phi Phi e Maya Bay, quer às restantes ilhotas ali em redor (4 islands tour por exemplo). Já tínhamos feito essas duas excursões (Phiphi e 4 islands) há 3 anos e valem bem a pena!! Pessoalmente gostei mais da 4 Islands porque as ilhas são menos turísticas e mais pequenas que as PhiPhi. Para não repetir, desta vez decidimos fazer a Sunset Tour. Enquanto as outras que tínhamos feito antes são tours de passeio e acessíveis a toda a gente, de idosos a crianças, esta é um pouco mais puxada e portanto só aconselhável a adultos.

Em vez de partir de manhã e incluir o almoço, esta parte ao principio da tarde e dura até depois do jantar. Então lá saímos e percorremos algumas ilhas de barco com paragens para snorkling. De seguida, fomos até a um penhasco fazer cliff diving, onde os mais aventureiros puderam trepar a rocha até onde conseguissem e saltar para a água. Atenção, esqueçam lá equipamentos de segurança! Não há cordas, arnês, nadinha… colete salva-vidas para quem quiser vestir e chega :-) era trepar por ali a cima apenas de bikini ou fato-de-banho, pés descalços na rocha molhada e seja-o-que-deus-quiser! Quem não pretendia saltar podia ficar no barco ou dentro de água a assistir ou podia nadar até uma mini mini praia privada com o equipamento de snorkling e ver peixinhos.

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A paragem seguinte é na Phranang Beach (de volta a railay, de passagem) para ver o pôr-do-sol brutal que ali acontece.

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De seguida o jantar foi servido a bordo, estilo pic-nic no barco, comida muito boa e caseira, mais uma vez. A última aventura desta tour é um mergulho à noite (cerrada!) no meio do mar para ver o plâncton a brilhar.

Aqui eles já têm mais algum cuidado, suspeito porque já perderam alguém e foi o cabo dos trabalhos. Obrigam toda a gente que vai entrar na água usar o colete e agarrar-se uma corda em filinha indiana. Quando todos os corajosos estão na água com os óculos apagam as luzes do barco, para ficar escuro como breu. Agitamos as mãos e as pernas na água negra e tudo brilha! Milhões de partículas a brilhar intensamente ao nosso redor. É lindo e uma experiência única e inesquecível. 

 

Em jeito de conclusão… é um destino TOP. De tal forma absorvente, quer de beleza, que de ambiente descontraído e zen que não resistimos a voltar esta segunda vez e espero bem que nesta vida ainda venha a existir uma terceira.

E digo mais, uma estadia inferior a 2 semanas é pouco! É longe demais e bom demais para ir apenas 8 noites como nós fizemos desta vez. Os 14 dias que aproveitámos há 3 anos é muito preferível!

Vale tanto tanto a pena. Não é um sítio para estar fechado num resort tudo-incluído, nada disso! É um sítio onde absorvemos a cultura, o modo de vida, as pessoas, os cheiros, a comida, a água do mar a 30 graus, o calor, as chuvadas torrenciais que duram apenas 5 minutos, as fruta com um sabor muito mais doce do que cá… resumindo, o verdadeiro paraíso na terra.

 

Perdoem-me a extensão do report, mas até fica aquém do que é a estar de facto neste lugar.

Apêndice de informações práticas para quem estiver a pensar ir para lá. Marcámos tudo sozinhos, online, sem agência de viagens envolvida.

Custos gerais para duas pessoas:

 

Voos: € 1600,00 (total dos 3 voos para duas pessoas)

Transfers  aeroporto +  barcos: cerca de € 50 no total (com táxi privado p/AoNang)

Hotéis - € 700,00 (total pago pelos 3 hotéis, todos com pequeno-almoço. Ficando todas as noites no mesmo hotel sai mais barato do que isto)

Tours – Já não me recordo ao certo, mas não sai a mais de € 30,00 cada tour, com almoço incluído.

 

Língua: eles só falam inglês e muito básico… às vezes só por gestos.

Moeda: bath. 400 Bath = 10 euros sensivelmente. Os multibancos funcionam para levantamentos com cartões portugueses e há casas de câmbio por todo o lado.

Custos de alimentação: baratíssimo, mesmo em restaurantes refeições médias a 5 euros. Nas bancas de rua ainda menos.

Segurança: não sentimos qualquer insegurança em parte nenhuma.

Cuidados a ter: Água só engarrafada. Gelo nas bebidas só de máquina, para ser feito com água engarrafada. Comida de rua é segura no geral, mas não escolher bancas muito sujas ou aquelas em que a comida claramente está ao sol há muito tempo. Dar preferência ao que é cozinhado no momento. As farmácias existem, têm tudo e são fáceis de usar, mas não custa levar na mala o kit básico de Imodium, Buscopan, Ultra-levur, Brufen, etc…

Quando ir: Ontem!!!

 

 

Feminismo: ugh, que palavra feia!

 A propósito do dia da mulher, decidi traduzir para aqui este magnifico discurso da jovem actriz Emma Watson nas Nações Unidas, porque nem toda a gente tem de perceber Inglês e o discurso É BOM DEMAIS!

E sim, a Emma Watson é a menina que faz de Hermioni nos filmes do Harry Potter :))

De tirar o chapéu. Subscrevo cada palavra, cada pausa, cada expressão. Ora aqui vai:

 

"Estamos hoje a lançar uma campanha chamada HeForShe. Venho falar-vos porque precisamos da vossa ajuda. Pretendemos acabar com a desigualdade entre géneros, e para isto, precisamos de ter toda a gente envolvida. Esta é a primeira campanha do género nas Nações Unidas. Queremos tentar mobilizar o máximo possível de homens e rapazes para serem os defensores da mudança. E nós não queremos apenas falar sobre o assunto. Queremos garantir que isto seja tangível!

Fui nomeada como Embaixadora da Boa Vontade pela UN Women há seis meses. E quanto mais eu falava acerca de feminismo, mais me apercebi que lutar pelos direitos das mulheres é muitas vezes considerado como ódio aos homens. Se há algo que eu sei com toda a certeza, é que isto tem de acabar.

Para que fique registado, a definição de feminismo é a crença de que homens e mulheres devem ter direitos e oportunidades iguais. É a teoria da igualdade de género política, económica e social.

Comecei a questionar-me acerca de estereótipos baseados no género há muito tempo. Aos 8 anos ficava confusa por me chamarem mandona por querer ser eu a realizar a peça de teatro que íamos apresentar aos nossos pais, mas os rapazes não o eram. Quando tinha 14 anos comecei a ser sexualizada por alguns meios de comunicação. Aos 15 anos as minhas amigas começaram a desistir dos desportos pelos quais eram apaixonadas, por medo de parecerem musculadas. Quando eu tinha 18 anos, os meus amigos rapazes eram incapazes de expressar os seus sentimentos.

Eu decidi que era feminista, e isto era algo descomplicado para mim. Mas as minhas pesquisas recentes mostraram-me que essa se tornou numa palava impopular. As mulheres estão a optar por não se identificar como feministas. Aparentemente, eu faço parte do grupo de mulheres cujas expressões são vistas como demasiado fortes, demasiado agressivas e anti-homens. Feias, até.

Porque é que esta palavra se tornou tão desconfortável? Eu sou Britânica, e eu acho que é justo ser paga o mesmo que os meus conterrâneos masculinos. Eu acho que é justo poder tomar decisões acerca do meu corpo. Eu acho que é correcto que as mulheres sejam incluídas em meu nome nas decisões politicas que vão afectar a minha vida. Eu acho que é justo que, socialmente, me tenham o mesmo respeito que têm aos homens.

Mas, infelizmente, posso afirmar que não existe um único país no mundo onde todas as mulheres possam esperar ter estes direitos. Nenhum país no mundo pode dizer, por enquanto, que atingiu a igualdade entre géneros. Estes direitos, eu considero serem direitos humanos, mas eu sou uma das sortudas.

A minha vida é um verdadeiro privilégio porque os meus pais não me amaram menos por ter nascido mulher. A minha escola não me limitou por ser rapariga. Os meus mentores não assumiram que eu não chegaria longe por poder um dia vir a dar à luz uma criança. Estas influências foram os embaixadores para a igualdade de géneros que fizeram de mim quem eu sou hoje. Eles podem não o saber, mas são inadvertidamente os feministas que estão a mudar o mundo. Precisamos de mais destes.

E se ainda odeias a palavra não é a palavra que importa. É a ideia e a ambição por trás dela, porque nem todas as mulheres tiveram os direitos que eu tive. Na verdade, estatisticamente, muito poucas os tiveram.

Em 1997 Hillary Clinton deu um famoso discurso em Beijing acerca dos direitos das mulheres. É uma tristeza que muitas das coisas que ela queria mudar ainda se mantenham na mesma. Mas o que me chamou mais a atenção foi que menos de 30 por cento da audiência fosse masculina. Como é que podemos operar uma mudança no mundo quando apenas metade dele é convidado e se sente bem-vindo a participar nas conversações?

Homens, gostaria de aproveitar esta oportunidade para vos convidar formalmente. Igualdade de géneros é um problema vosso também. Porque até hoje eu vi o meu pai ter o seu papel parental desvalorizado pela sociedade, apesar de eu enquanto criança ter precisado tanto da presença dele como da minha mãe. Vi homens novos a sofrer com doenças mentais, incapazes de pedir ajudar por medo que isso os diminuísse enquanto homens. Na realidade, no Reino Unido o suicídio é a maior causa de morte em homens entre os 20 e os 49 anos, eclipsando causas como acidentes rodoviários, cancro e doenças coronárias. Já vi homens fragilizados e inseguros por um distorcido rótulo do que constitui sucesso masculino. Os homens também não têm os benefícios da igualdade.

Não falamos com frequência sobre homens aprisionados por estereótipos de género, mas consigo ver que eles o estão e quando os homens forem livres, as coisas vão mudar para as mulheres naturalmente. Se os homens não tiverem de ser agressivos para serem aceites, as mulheres não se sentirão compelidas a ser submissas. Se os homens não tiverem de ter o controlo as mulheres não terão de ser controladas.

Tanto os homens como as mulheres deveriam sentir-se livres para ser sensíveis. Tanto os homens como as mulheres deveriam sentir-se livres para ser fortes. Está na altura de percepcionarmos o género num espectro em vez de dois ideais opostos. Se pararmos de nos definir por aquilo que não somos e começarmos a definirmo-nos por aquilo que somos, poderemos todos ser mais livres, e esta é a essência do HeForShe. É acerca de liberdade.

Eu quero que os homens “vistam este manto” para que as suas filhas, irmãs e mães possam ser livres do preconceito, mas também para que os seus filhos tenham permissão para ser vulneráveis e humanos também, para recuperarem essas partes deles próprios que abandonaram e que dessa forma se tornem numa versão mais completa e verdadeira deles próprios.

Estarão vocês a pensar “Quem é esta rapariga do Harry Potter e o que é que ela está a fazer a discursar na UN?” e é uma boa pergunta. Tenho-me andado a perguntar o mesmo.

Tudo o que eu sei é que eu me preocupo com este problema e que quero torná-lo melhor. Tendo visto o que eu vi, e tendo agora esta oportunidade, sinto que tenho a responsabilidade de dizer algo.

Statesman Edmund Burke disse, “Tudo o que é necessário para as forças do mal triunfarem é que as boas pessoas não façam nada.”

Nos momentos de nervosismo e dúvida acerca deste discurso disse firmemente a mim própria o seguinte, “Se não for eu, quem será? Se não agora, quando?”. Se algum dia tiveres dúvidas semelhantes perante oportunidades, espero que estas palavras te sejam úteis. Porque a realidade é que se nada for feito vão demorar mais 75 anos, eu estarei a fazer quase 100 anos de idade, até as mulheres poderem esperar receber o mesmo que os homens, pelo mesmo tipo de trabalho. 15.5 Milhões de raparigas irão casar nos próximos 16 anos ainda crianças. E, ao ritmo actual, apenas em 2086 as raparigas africanas das zonas rurais poderão ter acesso ao ensino secundário.

Se acreditas em igualdade então poderás ser inadvertidamente uma dessas feministas de que eu estava há pouco a falar, e por isso, tens o meu aplauso. Estamos a lutar por um mundo unido, mas a boa notícia é que temos agora um movimento de união. Chama-se HeForShe. Convido-vos a avançar, a serem vistos e a perguntar a vocês próprios, “Se não for eu, quem? Se não agora, quando?”.

Muito, muito obrigado."

 

Obrigada Emma Watson. Magnífico. xx You go girl! xx

O país está doente: Marcelo é presidente!

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É com enorme tristeza que vejo que o nosso país não sai da cepa torta. Depois de há apenas 3 meses as legislativas nos terem mostrado que continuamos a "dar a outra face" e a votar sempre nos mesmos, agora temos este resultado nas presidenciais... Quando é que as pessoas vão entender que mais do mesmo não nos serve?

 

Marcelo Rebelo de Sousa tem um sorriso carismático, gosto de o ouvir recomendar livros, é inteligente e popular. A nossa população está envelhecida e aquele sorriso que se estende até aos olhos em ruguinhas simpáticas aquece o coração das senhoras na 3a idade. Não entendo é porque é que ninguém fala de quem foi o pai deste senhor simpático. Chamava-se Baltasar Rebelo de Sousa e foi político de Salazar. Ninguém comenta que foi batizado Marcelo em honra do que seria seu padrinho, Marcelo Caetano. Isso foi há muito tempo, no século passado, e o povo esquece...

Há menos tempo, mas também já esquecido, foi a campanha feita por ele contra a liberalização do aborto, em 2007. Lamento, Professor Marcelo, mas eu tenho boa memória. E qualquer voto contra a liberdade da mulher afeta-me pessoal e intimamente. E também "esquecido" pela nossa prestável (COF COF) comunicação social é a tradição de touradas que ele defende e aprecia...

 

Com tudo isto, e porque tento nunca votar em branco (dá-me a sensação que estou a dizer que tanto me faz), decidi votar em Sampaio da Nóvoa. Porquê? Porque apesar do curriculum dele não me dar garantias, não há uma vírgula nesse que me cheire a esturro. Fez um excelente trabalho na Universidade de Lisboa e principalmente porque tem o apoio oficial e incondicional de Ramalho Eanes, o melhor Presidente da República que Portugal já conheceu.

 

Não me interpretem mal, não sou de esquerda e muitíssimo menos seria de direita. Não nasci direita, nasci torta. Abomino extremismos de qualquer tipo. Mas parece-me um extremismo de parvoíce que a presidência da república seja um concurso de popularidade. E por mais triste que me deixe dizer uma coisa destas, eu hoje tive vergonha. Vergonha, porque me parece que o populismo é tanto, que se a Cristina Ferreira tivesse concorrido nestas eleições teria sérias hipóteses de ir redecorar o Palácio de Belém.

12 Filmes que Recomendo

 

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 Decidi participar no desafio lançado pelo Lemao Doce e nomear 12 coisas em 12 meses:

Aqui fica o primeiro desafio: “12 Filmes que Recomendo”

Esta lista é feita pelo coração, sem olhar a óscares ou palmarés. Tenho a certeza que depois de publicar este Post vou levar as mãos à cabeça e pensar “Bolas, que me esqueci daquele filme fantástico”. Mas não interessa… estes são 12 filmes que adorei e que toda a gente devia ver. Sem ordem de preferência, aqui ficam eles:

 

 

 

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Hotel Rwanda

De chorar as pedras da calçada! É daqueles filmes que tocam bem fundo. Quando acabou o filme fiquei 10 minutos a ver passar os créditos e a pensar como é insignificante a minha vida.

O filme conta a história verídica de um homem que albergou dezenas de refugiados que se escondiam dos horrores praticados pela milícia.

 

 

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Cidade de Deus

Uma pérola brasileira, apesar do filme ser num brasileiro tão cerrado que quase não soa a Português e que obriga a activar as legendas. Um filme forte, violento, sobre as opções de futuro que tem uma criança ao crescer numa favela, que mais rápido tem uma arma na mão do que um livro.

 

 

 

 

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 A Vida é Bela

80% do encanto deste filme é o talento do actor principal. O italiano Roberto Benigni é um pai num campo de concentração em plena II Guerra Mundial. Com uma imaginação delirante e um optimismo desmedido, este pai que faz do violento dia-a-dia um jogo, com o intuito de salvaguardar o filho pequeno da realidade do que se está a passar à sua volta.

  

 

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The Pursuit of Happyness

Comparo este filme ao anterior, “A Vida é Bela”, mas nos tempos modernos.

Will Smith contracena com o próprio filho num drama de um pai que se vê sozinho com o filho, sem dinheiro, sem casa e sem emprego, sem esperança e sem futuro. A luta deste homem pelo filho, por si, é impressionante. Mais impressionante ainda sabendo que o filme é baseado numa história verídica.

 

 

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Inside Out

O melhor filme infantil que vi nos últimos tempos. Eu sou fã dos clássicos da Disney, mas irrita-me os estereótipos em que muitos deles se baseiam, principalmente no que toca ao papel dos géneros. O Inside Out é outra coisa. É um doce de filme e uma ode à psicologia, adaptado para crianças. Passa-se todo no interior da mente de uma menina que está a passar pela pré-adolescência. Fala sobre a importância de dar espaço aos sentimentos e como estes estão ligados às nossas memórias e às bases da nossa personalidade. Um filme de animação que diz imenso a adultos.

 

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O Jogo

Filme de suspense com um argumento rápido e inteligente, interpretado pelo grande Michael Douglas, com um final surpreendente. O que é que se pode pedir mais?

  

 

 

 

 

 

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Braveheart

Dos filmes de época/guerra é talvez o meu preferido, a par com o Gladiador. O Braveheart tem o Mel Gibson o Gladiador tem o Russell Crowe… (eu gosto mais do Gibson). Actores à parte, o Braveheart tem um argumento forte, uma banda sonora de arrepiar a famosa frase “They Can take our lifes, but they will never take our fredom!”. Já vi algumas vezes e tenciono rever.

 

 

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Dead Man Walking

Susan Sarandon and Sean Penn contracenam neste filme sobre a amizade de uma freira e um prisioneiro no corredor da morte, numa interminável conversa sobre o bem e o mal. Admito que já vi este filme faz muitos anos, mas ficou-me gravado na memória e sei que tenho de o rever em breve.

  

 

 

 

 

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América Proibida

Descrever este filme numa única palavra? Brutal. Edward Norton é um Skinhead fanático que começa a crescer quando, preso por homicídio, trava amizade com um negro na prisão e vê as suas convicções desmoronarem-se juntamente com a sua família.

 

 

 

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SleepersComeço por dizer que este filme reúne actores como Robert De Niro, Brad Pitt, Dustin Hoffman e Kevin Bacon no mesmo ecrã. Chega?Não chega? Então pronto, Sleepers é mais uma história forte sobre vingança e amizade.

 

 

 

 

 

 

 

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 O Silencio dos Inocentes

Ao contrário de todo o mundo, só vi este filme recentemente. Não estava à espera de gostar. Adorei! O Anthony Hopkins é um monstro, não só no filme, mas na representação também! E a seguir ao Silencio dos Inocentes não podemos ficar sem ver o Hannibal, em que trocamos a Jodie Foster pela Juliane Moore e que é igualmente bom mas um bocadinho mais nojento. (ups, estou a fazer batota e a falar de 2 filmes num só)

 

 

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 Eyes Wide Shut

Melhor filme de terror de todos os tempos - vá, a par com o “American Psico”. Quando falamos de Kubrik e terror, a escolha óbvia é sempre o “The Shining”. Honestamente não percebo porquê. Este Eyes Wide Shut é mais impressionante para mim, mais obscuro e menos óbvio. Acabo a dizer que o estilo do Kubrik só por si me mete medo. De tal forma acho os filmes deles retorcidos que vi quatro e não vejo mais nenhum. Mas é exactamente isso que se pretende num filme de terror, certo?

Ano novo, vida... ups.

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Todos os anos, por esta altura, o meu cérebro faz uma reflexão do ano que passou e uma antevisão do ano que vai entrar.

Não tomo a decisão de reflectir no ano que passou. Não me sento de caneta e bloco em punho e digo: “ora bem, vamos lá reflectir no que aconteceu desde Janeiro”.

Não. Este estado de reflexão apodera-se de mim. Não é triste, é apenas profundo. É como se o meu consciente falasse com a minha alma ao jeito da Adele: “Hello, it’s me… então cá nos encontramos novamente após mais um ano. Lembras-te do que falámos há 1 ano? E que tal? Aconteceu o que desejaste? Fizeste o que prometeste? ”

 

A passagem de ano não se resume à festa, aos copos, às lantejoulas e às rolhas do champanhe a saltar. Tem de haver o momento de viragem também. Parar e pensar: estou no caminho que tracei para mim?

É conhecida a tradição dos 12 desejos, com as 12 passas, às 12 badaladas.

No entanto, e talvez por não gostar de passas, não peço 12 desejos na passagem de ano.

Em vez de pedir desejos, traço objectivos e lanço-me desafios. De há cerca de 10 anos para cá que traço objectivos para mim própria em todos os réveillon. Duas ou três coisas que desejo atingir no próximo ano. Por vezes apenas uma, se for algo ambicioso.

 

Na passagem do ano de 2006 para 2007, decidi que queria tirar a carta de condução. Check.

Para 2008 o desafio foi comprar o meu primeiro carro, de encontrar um bom infantário para o meu filhote e viajar. Check.

Em 2010 fui ambiciosa, e propus-me a fazer os exames de admissão à faculdade, entrar no curso de Jornalismo e arranjar forma de conjugar as aulas com o trabalho e com o meu papel de mãe. Ah, e viajar. Check. Check. Check.

Para 2013 decidi comprar casa… e viajar. Check.

Para 2014 tracei o objectivo de fazer aquilo de que gosto, escrever. Escrevi e publiquei um livro. Check.

Para 2015 decidi ficar boa, tornar-me mais forte e saudável. Deixar de fumar e fazer mais exercício. Check.

 

Não custa nada traçar objectivos para nós próprios. Desafiarmo-nos a concretizar um sonho. E sabermos perdoar-nos se eventualmente, um ano depois, não aconteceu.

Porque a verdade é que, por muito que eu saiba o que quero para mim e onde pretendo estar daqui a um ano, por vezes a vida simplesmente não colabora. E quando é assim, “bola prá frente” que um novo ano começa agora e vem carregadinho de novas possibilidades.

 

Não sei se acontece o mesmo convosco, mas todos os anos por esta altura sinto o tempo mais a sério e noto como um ano passou num segundo. Sinto o passado presente em mim. Não apenas o ano que acabou, mas todos os anos desde que me lembro de mim. Não me pesa e não me prende. Sinto os anos acumulados debaixo dos meus pés. Foram eles que me trouxeram aqui, a este momento específico em que oiço o fogo-de-artifício a rebentar e vejo o céu iluminar-se às cores. E de cada vez que um foguete rebenta, liberta-me do que passou e enche-me de esperança para o que virá. 

 

Bom ano de 2016… and don’t be afraid to follow your dreams!

 

A tortura de largar o cigarro...

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A propósito de nada, visto que o Dia Mundial do Não Fumador já foi há mais de 1 mês, resolvi partilhar o meu tormento. O tormento de quem está a deixar de fumar.

Correcção, não estou “a deixar” de fumar.

Deixei efectivamente de fumar há 1 mês, 14 dias, 3 horas, 49 minutos e 57 segundos. Apenas ainda não me habituei a esse facto…

Já andava com vontade de largar o vício há algum tempo. A saúde pesada e a carteira leve acordaram um bichinho, que me andava a chatear sempre que acendia o malfadado rolinho. Marquei a data com umas semanitas de antecedência, para começar a diminuir a dose e preparar-me psicologicamente. Ora no dia combinado, enchi-me de coragem, fiz desaparecer o maço e “bora lá que és capaz”.

 

Nas primeiras 48 horas juro-vos que acreditei que ia falecer. Mãos a tremer, visão a desfocar, enjoos e calafrios, tive de tudo. Sentada no escritório nem a boca conseguia abrir para a piadola dos colegas. Por vezes a vontade tomava conta do meu cérebro e não conseguia pensar em mais nada. Não me conseguia lembrar de nenhuma das razões que me tinham levado a deixar. Nada. Zero. Estupidifiquei.

Cada vez que me sentia assim “zombie” comia um rebuçado (sem açúcar, para não aliar a isto tudo o ganho de peso, era o que me faltava para acabar logo com toda a força de vontade que pudesse restar).

Mas depois esta fase passou e ao 3º dia estava fina. Isto é, fisicamente falando.

Já a cabeça, ui… essa é mais difícil de contentar com rebuçados.

 

Tenho vindo a esquecer as razões que me levaram a deixar de fumar e penso com frequência coisas como “Não era assim tão mau” ou  “Não gastava assim tanto por mês”, ou ainda O que é que eu faço agora com a mão que não está a mexer o café??”

Posso dizer com toda a certeza que o que me faz continuar não é força de vontade. Acho que é mesmo só teimosia. Isso e uma aplicação toda jeitosa que instalei no telemóvel e que me vai dizendo coisas como: “Congratulations for 1.000 hours smoke free. Here is you badge.”

Pois é… e a verdade é que a minha lista de razões para deixar de fumar, aquela de que eu preciso de me recordar constantemente, é curta e simples e deve aplicar-se praticamente a todos os fumadores:

 

# 1 Quero ser mais saudável – Eu sei, é cliché. Mas com isto não me refiro ao tão falado aumento do risco de cancro do pulmão. Nesse ponto, o diabinho que habita sobre o meu ombro direito reponde com toda a ironia “Sim sim, mas também posso sair de casa e ser atropelada por um autocarro amanhã.”

Quando falo em ser mais saudável, falo em conseguir correr mais do que 2 minutos sem sentir o coração a sair pela boca. Falo em não me sentir mal-cheirosa para os que não fumam. Falo em não querer ver a pele à volta dos meus lábios a ficar cheia de risquinhos (as rugas dos fumadores). Falo em reparar que os meus dentes estão a ficar cada vez mais amarelos e que mais dia menos dia lá se foi o sorriso pepsodent que me caracterizava…

 

# 2 Não quero dar esse mau exemplo ao meu filho – Sim, quanto a este ponto não há volta a dar. Filhos de fumadores quase de certeza que vão fumar. Há excepções, como em tudo, mas sejamos realistas, a probabilidade é esta. Se eu digo ao meu filho para lavar os dentes, para não se encher de doces e comer a sopa, porque raio lhe dou este péssimo exemplo? Quando o meu filho aos 11 anos começou a ter curiosidade em mexer no meu maço e cheirar os meus cigarros, percebi que para ele os adultos fumarem é o mais normal e que ele o iria fazer em adulto com toda a naturalidade. Reparei inclusive que ele já gosta do cheiro do cigarro. E a culpa é minha, toda minha.

 

# 3 Quero ir de férias – ora bem, as minhas contas foram feitas pela aplicação jeitosinha que instalei no telemóvel, com base em 1 maço por mês a 4,20€ o maço. Neste período de 1 mês, 14 dias, 3 horas, 59 minutos e 4 segundos, eu poupei 185,50 Euros. Isto representa uma poupança mensal de 126,00 Euros.

São 1.533,00€ por ano! 1533 EUROS POR ANO!! Ouviram bem?? Sabem o que isso significa? Cá em casa fomos dois a deixar de fumar, portanto este ano vamos ter 3.066,00 Euros a mais no orçamento, o suficiente para tirarmos umas grandes, saudáveis e merecidas férias.

 

Já agora… para quem estiver interessado, a aplicação que instalei e que tem dado uma ajuda valente é esta: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.portablepixels.smokefree

 

Sem pressão. Just saying....

Meto a bandeira francesa no facebook. Que hipócrita sou...

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Não entendo as pessoas que reclamam contra a foto de perfil com a bandeira francesa… “ah, porque morrem pessoas todos os dias e não te ralas”, “porque houve um ataque no líbano e não te manifestaste”, “ porque morreram dezenas na palestina e não há aplicações fofinhas no facebook”. Sim, vocês têm razão. Todas as vítimas desta guerra devem ser sentidas, não apenas as mais próximas de nós. No entanto, é natural que os portugueses sintam de uma forma mais intensa um ataque num país europeu. Principalmente França. Todos temos alguma ligação com os franceses, mais ou menos perto do coração, não fosse a quantidade de portugueses a fazer lá vida... E porque é tão perto de casa que podíamos ter sido nós…

Acho piada também ao facto de essas mesmas pessoas não mostrarem habitualmente solidariedade para com as tais vítimas libanesas ou palestineanas. Que raio, mas então ou mostramos consternação por todas as pessoas que morrem todos os dias por causas atrozes no mundo inteiro, ou não nos podemos mostrar chocados quando algo desse género acontece mesmo ao nosso lado?

Está na moda querer ser diferente. Só que ser solidário não é uma competição. É verdade que os nossos meios de comunicação controlam diariamente a informação que nos chega, que moldam o nosso discernimento com a atenção exagerada que dão a alguns assuntos em detrimento de outros, importantes e globais, que nem entram no telejornal. O que não invalida o horror do que aconteceu na noite de 6ª feira a mais de uma centena de pessoas que não vivem num país em guerra e que não esperavam que aquela animada noite de 6ª feira fosse a última.

 

Curiosamente, e aqui se encontra uma das maiores ironias que vejo por aí nos últimos dias, algumas das pessoas que se insurgem contra as manifestações de solidariedade para com as vítimas em Paris (porque, lá está, há outras vítimas que niguém chora) são as mesmas que se insurgem contra a vinda dos refugiados sírios. Se querem ser do contra só por ser do contra, ao menos sejam coerentes! Então devemos chorar as vítimas que no ISIS faz na síria… mas salvar essas pessoas nem pensar! É isso? Sejamos francos, é altamente provável que os terroristas aproveitem esta vaga de migrantes para tentar infiltrar meia dúzia de soldados na Europa. Mas já o faziam antes, por outras vias e com muitos meios… e não podemos esquecer que um dos maiores perigos são os próprios jovens europeus que são recrutados pelo EI e regressam depois a casa. Como é que se impede um jovem de nacionalidade francesa de regressar a França? É complicado…

 

 Fechar fronteiras por si só não resolve nada. A Europa não pode ser estanque. Sim, estamos todos aterrorizados, mas se mostrármos medo, eles já ganharam. Ou não fosse o objectivo de terroristas o de causar terror. A Europa pela qual vale a pena lutar é aquela que não perde os seus valores humanos e sociais. Aquela em que a vida é preciosa, em que os direitos humanos existem, em que a igualdade e a liberdade têm quem lute por eles. Aquela que acolhe quem foge da guerra. Aquela que é solidária... e que à falta de melhor maneira de o demonstrar espalha as cores de uma bandeira pelo facebook.

Eleições: Será Síndrome de Estocolmo?

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 Começo a achar que a população portuguesa devia ser alvo de um case study sobre problemas de memória a longo prazo. Quando oiço comentários sobre o “voto útil” começo a ficar com comichões generalizadas pelo corpo todo.

Mas que merda é um voto útil? Todos os votos são úteis. Não há votos que valem por dois e outros que valem por meio-voto.

 

 Li ontem alguns comentários deste género algures pelos meandros do Facebook: “O partido com que eu mais me identifico até é o Z, mas como esses ainda não ganham eleições vou optar pelo voto útil e votar no PS”. A sério? É que os programas não são sequer parecidos…

 

Ora bem, façamos um exercício daqueles que podia sair num exame da 4ª classe:

  1. O António, o Pedro, o Rui e a Ana vão às urnas. O António vota no PS. O Pedro vota no PSD-CDS. O Rui e a Ana identificam-se com o programa do Livre/Tempo de avançar. No entanto, o Rui e a Ana querem ter um “voto útil” e por isso decidem votar antes no PS.

a) Quem ganha as eleições se a Ana e o Rui votarem de acordo com as suas convicções?

b) Quem ganha as eleições se a Ana e o Rui se acobardarem e optarem pelo “voto útil”?

 

As pessoas são levadas a acreditar que não há alternativas… que votar num partido que nunca tenha governado “não conta” porque não têm hipóteses. Outras porque acreditam que um partido que nunca governou, apesar de ser constituído por pessoas capazes, com currículos impecáveis e provas dadas em áreas de destaque, não saberiam governar um país. Mas, elucidem-me por favor, os que lá têm estado nas últimas décadas… sabem governar um país?

Ou estamos todos loucos ao “dar a outra face” pela vigésima vez, ou somos todos vítimas de Síndrome de Estocolmo. Apegamo-nos a quem nos trata mal a nós cidadãos e ao nosso país.

 

E a grande culpa desta teoria do voto útil estar tão enraizada na população portuguesa é dos nossos meios de comunicação. A cobertura noticiosa às campanhas eleitorais é tão vergonhosa que devia ser ilegal. O debate Passos-Costa começou com um comentário da Judite de Sousa que este "é o debate decisivo"? Isso é, logo à partida, reforçar a ideia na cabeça das pessoas de que apenas um dos dois partidos pode ganhar as eleições, de que a escolha deve ser feita entre estas duas opções. Isto é o mesmo que meter num ringue todos os partidos, supostamente em pé de igualdade, mas armar alguns com uma bazuca e outros com uma colher de pau.

Damos mais tempo de antena a tudo o que nos "adormece". Na Roma antiga era utilizado o “pão e circo” como forma de manter o povo alimentado e entretido, afastado da política e das questões sociais, portanto controlado.

Estupidificam as pessoas tratando futilidades com um destaque tremendo. Programas sem substância, sobre pessoas sem conteúdo que ganharam 15 minutos de fama.

 

E tempo de antena para o que realmente interessa? E resumos diários das principais medidas de cada partido? E entrevistas igualitárias? E cobertura aos partidos com menos expressão? Onde estão?

Não são Portugueses, não são Europeus... mas são seres humanos em perigo de vida.

Começo a ficar irritada com os movimentos contra a ajuda aos refugiados, não porque não tenham todos direito à sua opinião (200% a favor da liberdade de expressão) mas repito aqui alguns comentários que fiz a esse tipo de posts:

Essa é a mesma mentalidade dos que são contra as associações de defesa dos animais "Com tantas pessoas com necessidades preferes ajudar os bichos?". Cada um deve ajudar as causas que lhes tocam e fazem sentido para si. E não é verdade que os Portugueses não ajudem os próprios, nesta altura de crise multiplicaram-se as instituições de solidariedade, os voluntários e as doações... Eu ajudo os mais próximos como posso, de uma maneira mais directa até. Através de doações de vestuário, recolha de alimentos ou tudo o que está ao alcance. Neste caso, não estando próxima das pessoas que precisam de ajuda, a minha intervenção passa pela escrita. Com palavras também se move o mundo.

E atenção a dois pontos em que poucos estão a tocar: 1º os refugiados que vierem para Portugal não vão ser ajudados monetariamente com fundos nossos (haverão fundos europeus destinados para o efeito). Por cada refugiado acolhido Portugal vai receber X para "o sustentar". 2º Temos imensos jovens que foram obrigados a emigrar por falta de trabalho em Portugal. (todos temos um caso próximo, um amigo, um filho, um sobrinho, um afilhado). Como é que queremos que eles sejam tratados nos países para onde foram? Como parasitas que foram roubar o trabalho aos locais? Ou como pessoas qualificadas que fugiram à pobreza e ao desemprego e que merecem lutar por oportunidades onde as há?

Por fim: Eu compreendo essa imensa vontade de ajudar primeiro os nossos antes de acolher mais necessitados. Mas estamos a falar de uma crise humanitária de gigantescas proporções!!!!! Alguém tem de fazer algo. Não são Portugueses, não são Europeus, mas são seres humanos em perigo de vida. Não é porque simplesmente correm o risco de dormir na rua e só se alimentarem em instituições. É porque fogem da guerra, fogem de ver os seus filhos mutilados, as suas filhas violadas e vendidas, o seu mundo destruído. Todos devem ajudar, os que podem mais e os que podem menos. Tantas vezes vemos pessoas a ajudar os outros quando mal têm para si!

Refugiados: choquem as pessoas por favor!

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 Vejam se entendem uma coisa: eles não procuram uma vida melhor. Eles procuram sobreviver. Hoje li vários editoriais em que as publicações se debatiam sobre se deviam publicar ou não as imagens de crianças mortas a tentar chegar à Europa. As imagens que os jornais nos mostram são chocantes? A realidade do que está a acontecer é que é chocante! Choquem as pessoas por favor! Choquem-nas. Deixem-nas arrepiadas de horror e com lágrimas nos olhos. Porque as pessoas precisam desse choque de realidade para agir. Orgulho-me de pensar que nós portugueses partilhamos a fatia de pão com quem mais precisa, mesmo que seja a última. E quando vamos para a cama com o estômago a roncar, vamos com o coração cheio de alegria pela diferença que fizémos. Eu não quero fazer parte de uma Europa que ergueu muros e deixou milhares a morrer do lado de fora. Não quero viver numa ilha rodeada por um cemitério de corpos e corpos amontoados que morreram a tentar entrar. A recusa em ajudar alguém que corre perigo de vida é matá-la com nossa a indiferença. Não nos vamos fechar nesta redoma e justificar esse acto com a nossa própria crise económica. Sim, Portugal está em crise, sim também temos crianças com fome por cá e famílias a viver em pobreza extrema. Mas...nós temos esta crise humana em Portugal criada por uma crise económica de dividas de má gestão. A Grécia também a tem, pior ainda. E quantos refugiados estão a entrar na Grécia pelo mediterrâneo?? Vamos entrar numa discussão sobre que países têm ou não condições para os acolher? Isso é empurrar para os outros... Lavar as mãos do problema que é urgente, de direitos humanos e que dizemos "não é nosso". A pobreza em Portugal tem sim de ser combatida, mas ajudar os outros não implica não ajudar os nossos. Já dizia Amália Rodrigues; "Numa casa portuguesa fica bem, pão e vinho sobre a mesa. e se à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co'a gente. (...) A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar, e ficar contente."