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(Sem) Manual de Instruções

Porque a vida não tem manual de instruções. Um pouco de tudo o que é importante, tratado com uma pitada de sátira e sarcasmo!

(Sem) Manual de Instruções

Porque a vida não tem manual de instruções. Um pouco de tudo o que é importante, tratado com uma pitada de sátira e sarcasmo!

Perdoem-me, mas não se enganaram na bandeira??

 

mw-860.jpg

No seguimento dos acontecimentos em Paris, a bandeira francesa foi colocada na nossa Assembleia da República como sinal de solidariedade.

Por favor corrijam-me se estiver errada:

Uma bandeira é hasteada por norma na horizontal. Desta forma, fica um rectângulo mais largo do que alto.

No entanto, se for debruçada numa varanda, como por exemplo na Asssembleia da República, roda 90º para a direita e ficará um rectângulo mais alto do que largo, assim:

 

bandeira-port.png

 Assim sendo, a bandeira francesa debruçada naquela varanda deveria ficar qualquer coisa geste género:

Bbandeira-Franca.png

 E não é preciso puxar muito pela cabeça para descobrir que bandeira está colocada na Assembleia:

bandeira-holanda.png

 

Pois, é a bandeira Holandesa!!!!!!

 

Não é meu feitio falar mal de Portugal, mas....oh senhores da assembleia, que vergonha! Vocês representam o meu país e representam todos nós. Assim fazem-nos passar por ignorantes...

Ou sou eu que estou a ver a coisa mal??

 

Deixo-vos um link para a Notícia do Expresso com a foto da assembleia, só para não acharem que a manipulei.

 

Meto a bandeira francesa no facebook. Que hipócrita sou...

facebooksnapchatparis_01.jpg

 

Não entendo as pessoas que reclamam contra a foto de perfil com a bandeira francesa… “ah, porque morrem pessoas todos os dias e não te ralas”, “porque houve um ataque no líbano e não te manifestaste”, “ porque morreram dezenas na palestina e não há aplicações fofinhas no facebook”. Sim, vocês têm razão. Todas as vítimas desta guerra devem ser sentidas, não apenas as mais próximas de nós. No entanto, é natural que os portugueses sintam de uma forma mais intensa um ataque num país europeu. Principalmente França. Todos temos alguma ligação com os franceses, mais ou menos perto do coração, não fosse a quantidade de portugueses a fazer lá vida... E porque é tão perto de casa que podíamos ter sido nós…

Acho piada também ao facto de essas mesmas pessoas não mostrarem habitualmente solidariedade para com as tais vítimas libanesas ou palestineanas. Que raio, mas então ou mostramos consternação por todas as pessoas que morrem todos os dias por causas atrozes no mundo inteiro, ou não nos podemos mostrar chocados quando algo desse género acontece mesmo ao nosso lado?

Está na moda querer ser diferente. Só que ser solidário não é uma competição. É verdade que os nossos meios de comunicação controlam diariamente a informação que nos chega, que moldam o nosso discernimento com a atenção exagerada que dão a alguns assuntos em detrimento de outros, importantes e globais, que nem entram no telejornal. O que não invalida o horror do que aconteceu na noite de 6ª feira a mais de uma centena de pessoas que não vivem num país em guerra e que não esperavam que aquela animada noite de 6ª feira fosse a última.

 

Curiosamente, e aqui se encontra uma das maiores ironias que vejo por aí nos últimos dias, algumas das pessoas que se insurgem contra as manifestações de solidariedade para com as vítimas em Paris (porque, lá está, há outras vítimas que niguém chora) são as mesmas que se insurgem contra a vinda dos refugiados sírios. Se querem ser do contra só por ser do contra, ao menos sejam coerentes! Então devemos chorar as vítimas que no ISIS faz na síria… mas salvar essas pessoas nem pensar! É isso? Sejamos francos, é altamente provável que os terroristas aproveitem esta vaga de migrantes para tentar infiltrar meia dúzia de soldados na Europa. Mas já o faziam antes, por outras vias e com muitos meios… e não podemos esquecer que um dos maiores perigos são os próprios jovens europeus que são recrutados pelo EI e regressam depois a casa. Como é que se impede um jovem de nacionalidade francesa de regressar a França? É complicado…

 

 Fechar fronteiras por si só não resolve nada. A Europa não pode ser estanque. Sim, estamos todos aterrorizados, mas se mostrármos medo, eles já ganharam. Ou não fosse o objectivo de terroristas o de causar terror. A Europa pela qual vale a pena lutar é aquela que não perde os seus valores humanos e sociais. Aquela em que a vida é preciosa, em que os direitos humanos existem, em que a igualdade e a liberdade têm quem lute por eles. Aquela que acolhe quem foge da guerra. Aquela que é solidária... e que à falta de melhor maneira de o demonstrar espalha as cores de uma bandeira pelo facebook.

Tormento no supermercado e as carnes processadas...

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Ir às compras nunca foi tamanho tormento.

Entra a Susana no hipermercado. O marido Rui Pedro vem dois passos atrás, com cara de enterro:

- Então querida, que vamos comprar?
- As compras da semana.
- Porque é que não fazemos isto uma vez por mês e despachamos logo o assunto?
- Já sabes que alimentos conservados perdem nutrientes.
- Ok Susaninha. Paramos no talho e trazemos uns valentes bifes de vaca?
- Tás maluco Rui Pedro?? Não ouviste ontem no telejornal que a carne vermelha faz cancro? Queres que a tua família morra cedo, é isso??
- Pronto querida, trazemos antes umas salsichas? 
- Oh home, salsichas são carne processada! Nem pensar!

- Uns bifinhos de peru e fazemos um churrasco que o tempo até está bom.

- Churrasco? Não sabes que o carvão solta partículas de alcatrão?
- Frito?
- O óleo entope as artérias…
- Pronto Susana, levamos peixe e não se fala mais nisso! Peixe-espada?
- Tem mercúrio.
- Sardinha?
- Da pequenina não que, a espécie está em perigo.
- Escolhe tu então, eu vou buscar umas maçãs.
- Traz antes pêras, que as sementes de maçã possuem cianeto.
- OK querida

2 Minutos depois:
- Oh Rui, foste buscar as maçãs e trouxeste também coca-cola? Sabes a quantidade açúcar que isso tem? O açúcar branco é veneno!
- Levamos então umas cervejas?
- O álcool destrói o fígado.
- E se espremermos umas laranjas e bebemos sumo ao jantar? 
- Já dizia a minha avó "Laranja de manhã é ouro, à tarde prata, à noite mata"
- Pronto amor, bebemos água
- Água da torneira só filtrada, que está cheia de calcário!
- Arroz?
- Integral.
- E massas?
- Sem glúten Rui, já sabes como fico inchada.
- Farinha?
- Farinha refinada aumenta a glicose.
- Pão?
- Só de centeio.
- Umas bolachinhas?
- De arroz, que as outras têm gordura hidrogenada.
- (suspiro) então vou pegando o leite...
- Sem lactose, que o menino é intolerante!!!

O vício do Pinterest

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Tenho com o Pinterest uma relação amor-ódio.

Para quem não conhece, “Uma página cheia de tralha” é talvez a melhor descrição para o Pinterest.

 

Pesquisando por categorias tão distintas com “animais”, “humor” ou “DYI” encontro uma quantidade imensa de coisas giras. Depois de 5 minutos a ver “Pins” de coisas ao estilo “faça você mesmo” fico com vontade de transformar a minha garagem numa oficina e fazer mil e uma coisas maravilhosas a partir de colheres de plástico, pacotes de leite vazios, cola e tesoura. Esqueço-me sempre, enquanto por lá navego, que o meu jeito para a bricolage é abaixo de nulo. Normalmente por volta do Natal decido  fazer alguma coisa gira, dessas ao estilo do pinterest. Árvores de natal com rolhas e palitos, decorações para a árvore de natal com lãs coloridas. A verdade é que acabo sempre por deitar tudo no lixo, frustrada e com os dedos colados com supercola 3. O mundo no Pinterest é cheio de humor, gatos fofos, frases inspiradoras, penteados fashion. É também no Pinterest que eu descubro que quero redecorar a minha casa todas as semanas, e nunca o faço.

 

Também culpo o Pinterest pela baixa produtividade das minhas horas de almoço. Podia estar a fazer tanta coisa útil em vez de gastar 40 minutos por dia a divagar no Pinterest…

Acabo sempre por lá ir parar quando estou morta de tédio. E saio de lá a sentir que estive “inconsciente” durante todos esses minutos. Vi tanta coisa que não me lembro de nada… nem do meu nome.

Eleições: Será Síndrome de Estocolmo?

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 Começo a achar que a população portuguesa devia ser alvo de um case study sobre problemas de memória a longo prazo. Quando oiço comentários sobre o “voto útil” começo a ficar com comichões generalizadas pelo corpo todo.

Mas que merda é um voto útil? Todos os votos são úteis. Não há votos que valem por dois e outros que valem por meio-voto.

 

 Li ontem alguns comentários deste género algures pelos meandros do Facebook: “O partido com que eu mais me identifico até é o Z, mas como esses ainda não ganham eleições vou optar pelo voto útil e votar no PS”. A sério? É que os programas não são sequer parecidos…

 

Ora bem, façamos um exercício daqueles que podia sair num exame da 4ª classe:

  1. O António, o Pedro, o Rui e a Ana vão às urnas. O António vota no PS. O Pedro vota no PSD-CDS. O Rui e a Ana identificam-se com o programa do Livre/Tempo de avançar. No entanto, o Rui e a Ana querem ter um “voto útil” e por isso decidem votar antes no PS.

a) Quem ganha as eleições se a Ana e o Rui votarem de acordo com as suas convicções?

b) Quem ganha as eleições se a Ana e o Rui se acobardarem e optarem pelo “voto útil”?

 

As pessoas são levadas a acreditar que não há alternativas… que votar num partido que nunca tenha governado “não conta” porque não têm hipóteses. Outras porque acreditam que um partido que nunca governou, apesar de ser constituído por pessoas capazes, com currículos impecáveis e provas dadas em áreas de destaque, não saberiam governar um país. Mas, elucidem-me por favor, os que lá têm estado nas últimas décadas… sabem governar um país?

Ou estamos todos loucos ao “dar a outra face” pela vigésima vez, ou somos todos vítimas de Síndrome de Estocolmo. Apegamo-nos a quem nos trata mal a nós cidadãos e ao nosso país.

 

E a grande culpa desta teoria do voto útil estar tão enraizada na população portuguesa é dos nossos meios de comunicação. A cobertura noticiosa às campanhas eleitorais é tão vergonhosa que devia ser ilegal. O debate Passos-Costa começou com um comentário da Judite de Sousa que este "é o debate decisivo"? Isso é, logo à partida, reforçar a ideia na cabeça das pessoas de que apenas um dos dois partidos pode ganhar as eleições, de que a escolha deve ser feita entre estas duas opções. Isto é o mesmo que meter num ringue todos os partidos, supostamente em pé de igualdade, mas armar alguns com uma bazuca e outros com uma colher de pau.

Damos mais tempo de antena a tudo o que nos "adormece". Na Roma antiga era utilizado o “pão e circo” como forma de manter o povo alimentado e entretido, afastado da política e das questões sociais, portanto controlado.

Estupidificam as pessoas tratando futilidades com um destaque tremendo. Programas sem substância, sobre pessoas sem conteúdo que ganharam 15 minutos de fama.

 

E tempo de antena para o que realmente interessa? E resumos diários das principais medidas de cada partido? E entrevistas igualitárias? E cobertura aos partidos com menos expressão? Onde estão?

A loucura do regresso às aulas

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É sabido que o mês de regresso às aulas é caótico para quem tem miúdos. É começar o mês de Setembro e os pais todos a desejar que ele chegue ao fim!

É que Setembro nem é carne nem é peixe. Já não podemos deixar os miúdos andar na selva das férias de verão, mas também ainda não voltámos à normalidade dos dias de escola.

Setembro dá trabalho! Lá vamos nós passar 3 horas no supermercado a comprar os materiais escolares, e fatos-de-treino, e sapatilhas… e a porra dos hipermercados, para nos dificultar a vida, ainda arranjam ideias cretinas tipo “mochilas com colunas de som”. A sério, estão à venda este ano num hipermercado que eu não vou mencionar, mas que dizem que “o que rende, é ir ao c…”

 

Senhores dos hipermercados, com todo o respeito, vocês estão parvos?? Já ouviram o barulho que fazem 2 centenas de crianças no recreio da manhã? É que a aldeia dos macacos do jardim zoológico não lhes chega aos calcanhares… agora querem juntar a isso algumas dezenas de putos a competir com mochilas sonoras? Eu juro, se fosse professora processava-vos. Quando o meu arregalou os olhos para essas mochilas ouviu logo um valente “é que nem te passe pela cabeça!”

 

Já para não falar das 3 horas na mesa da sala, às voltas com o papel autocolante a tentar forrar os livros e a desesperar com as bolhas de ar que teimam em aparecer.

No final, e como se não bastasse, ainda temos de escrever 200 vezes o “nome, nº e turma” em 24 lápis, 24 canetas, 3 estojos, borracha, afia, 10 cadernos, mochila e etiquetas da roupa.

Argghhh, nos últimos anos já escrevi tantas vezes o nome do meu filho que ele deixou de fazer sentido. Escrever o nome dele ou escrever “bananas bananas” tornou-se igual.

 

Este ano rebelei-me e disse-lhe “Já tens idade para identificar o teu material, diverte-te. Ou então não identifiques... não é por aí que ele vai aparecer quando tu o perderes a meio do 1º período”.

E pronto, está quase no fim. Sobrevivemos a mais um mês de Setembro…

Não são Portugueses, não são Europeus... mas são seres humanos em perigo de vida.

Começo a ficar irritada com os movimentos contra a ajuda aos refugiados, não porque não tenham todos direito à sua opinião (200% a favor da liberdade de expressão) mas repito aqui alguns comentários que fiz a esse tipo de posts:

Essa é a mesma mentalidade dos que são contra as associações de defesa dos animais "Com tantas pessoas com necessidades preferes ajudar os bichos?". Cada um deve ajudar as causas que lhes tocam e fazem sentido para si. E não é verdade que os Portugueses não ajudem os próprios, nesta altura de crise multiplicaram-se as instituições de solidariedade, os voluntários e as doações... Eu ajudo os mais próximos como posso, de uma maneira mais directa até. Através de doações de vestuário, recolha de alimentos ou tudo o que está ao alcance. Neste caso, não estando próxima das pessoas que precisam de ajuda, a minha intervenção passa pela escrita. Com palavras também se move o mundo.

E atenção a dois pontos em que poucos estão a tocar: 1º os refugiados que vierem para Portugal não vão ser ajudados monetariamente com fundos nossos (haverão fundos europeus destinados para o efeito). Por cada refugiado acolhido Portugal vai receber X para "o sustentar". 2º Temos imensos jovens que foram obrigados a emigrar por falta de trabalho em Portugal. (todos temos um caso próximo, um amigo, um filho, um sobrinho, um afilhado). Como é que queremos que eles sejam tratados nos países para onde foram? Como parasitas que foram roubar o trabalho aos locais? Ou como pessoas qualificadas que fugiram à pobreza e ao desemprego e que merecem lutar por oportunidades onde as há?

Por fim: Eu compreendo essa imensa vontade de ajudar primeiro os nossos antes de acolher mais necessitados. Mas estamos a falar de uma crise humanitária de gigantescas proporções!!!!! Alguém tem de fazer algo. Não são Portugueses, não são Europeus, mas são seres humanos em perigo de vida. Não é porque simplesmente correm o risco de dormir na rua e só se alimentarem em instituições. É porque fogem da guerra, fogem de ver os seus filhos mutilados, as suas filhas violadas e vendidas, o seu mundo destruído. Todos devem ajudar, os que podem mais e os que podem menos. Tantas vezes vemos pessoas a ajudar os outros quando mal têm para si!

Refugiados: choquem as pessoas por favor!

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 Vejam se entendem uma coisa: eles não procuram uma vida melhor. Eles procuram sobreviver. Hoje li vários editoriais em que as publicações se debatiam sobre se deviam publicar ou não as imagens de crianças mortas a tentar chegar à Europa. As imagens que os jornais nos mostram são chocantes? A realidade do que está a acontecer é que é chocante! Choquem as pessoas por favor! Choquem-nas. Deixem-nas arrepiadas de horror e com lágrimas nos olhos. Porque as pessoas precisam desse choque de realidade para agir. Orgulho-me de pensar que nós portugueses partilhamos a fatia de pão com quem mais precisa, mesmo que seja a última. E quando vamos para a cama com o estômago a roncar, vamos com o coração cheio de alegria pela diferença que fizémos. Eu não quero fazer parte de uma Europa que ergueu muros e deixou milhares a morrer do lado de fora. Não quero viver numa ilha rodeada por um cemitério de corpos e corpos amontoados que morreram a tentar entrar. A recusa em ajudar alguém que corre perigo de vida é matá-la com nossa a indiferença. Não nos vamos fechar nesta redoma e justificar esse acto com a nossa própria crise económica. Sim, Portugal está em crise, sim também temos crianças com fome por cá e famílias a viver em pobreza extrema. Mas...nós temos esta crise humana em Portugal criada por uma crise económica de dividas de má gestão. A Grécia também a tem, pior ainda. E quantos refugiados estão a entrar na Grécia pelo mediterrâneo?? Vamos entrar numa discussão sobre que países têm ou não condições para os acolher? Isso é empurrar para os outros... Lavar as mãos do problema que é urgente, de direitos humanos e que dizemos "não é nosso". A pobreza em Portugal tem sim de ser combatida, mas ajudar os outros não implica não ajudar os nossos. Já dizia Amália Rodrigues; "Numa casa portuguesa fica bem, pão e vinho sobre a mesa. e se à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co'a gente. (...) A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar, e ficar contente."

Leggings floreados

Já aqui escrevi que acho que as novas tendências da moda andam a transformar as nossas crianças em palhacinhos.

Parece-me também que a nova moda favorece largamente os pais das meninas. É que ando a reparar nas calçadas portuguesas que meninas deixaram, pura e simplesmente, de comprar calças. Andam todas de leggings ou jeggings… o que deve sair bem mais baratinho aos papás!

Estas leggings com floreados e uns padrões inspirados nas batas da minha avó são o equivalente às calças de bombazine com ursinhos dos anos 90, que fazíamos birras de meia-noite para não vestir. A diferença é que agora são ”cool”.

Quem neste mundo se lembrou que conseguia meter miúdas vaidosas a usar os padrões das batas da minha avó? É que garanto que no outro dia vi um padrão igualzinho… As leggings das meninas combinam-se com os tops largos acima do umbigo (lá está, mais uma vez a poupar tecido).

E, vá lá, parece que a moda dos tops em laranja e rosa fosforescente está finalmente a desaparecer. É que aquilo era coisinha para ser confundido com coletes reflectores e causar um acidente de viação aos condutores que sofrem de curiosidade mórbida sempre que passam por um acidente.

 

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Mau feitio

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Por muito que nos custe admitir, a nós pais, os adolescentes têm mau feitio. São rudes e mal-educados (para onde foram as boas maneiras que andámos estes anos todos a repetir vezes sem conta ??). São preguiçosos, nariz empinado e malcheirosos (ténis de rapaz são do pior!). E ainda agem como se fossem donos do mundo e os pais existissem para os servir.

De repente os nossos meninos queridos passam a ser hóspedes lá por casa, que se julgam no direito a serviço despertar, refeições tudo-incluído, serviço de lavandaria, room-service e motorista….

E quando percebem que nos vai saltar a tampa metem a cara de anjinhos, dão-nos beijinhos e abraços e dizem que ainda são os nossos bebés. Espertinhos ein!

Estou a considerar agarrar no espécimen que tenho por cá, fechá-lo no quarto durante a próxima década e só abrir quando chegar aos 21 anos. Tentarei convencer o meu marido que construir uma portinhola, daquelas para passar um tabuleiro com comida, no quarto dele é um óptimo investimento... E parece-me que desde que ele continue a ter wi-fi a coisa dá-se mais ou menos bem.